
Título: A Maldição do
Olhar
Autor: Jorge Miguel
Marinho
Editora: Biruta
Sinopse: Às vezes, numa história de suspense, o assassino está na cara do leitor e o leitor não vê. Acreditar com tudo nessa pista é a chave para desvendar o mistério desse livro. Uma novela policial que encanta e ao mesmo tempo provoca um sentimento de pavor. O mundo está de cabeça para baixo em A Maldição do Olhar, os vampiros são as vítimas, Alice abandonou o País das Maravilhas, o universo dos imortais já não é tão imortal assim e o perigo está sempre aqui: dentro da história e bem do lado do leitor. Jorge Miguel Marinho, um dos escritores mais premiados da Literatura Brasileira, surpreende mais uma vez pelo lirismo de situações comoventes, pelo erotismo que é capaz de aproximar rivais, pelo sentido da solidariedade que pode unir seres reais e imaginários, pela violência que paira no ar, pelo humor que subverte a falsa seriedade dos mortais, pelo realismo mágico que mostra que o verdadeiro fantástico está no real. Sonho com acontecimentos do dia-a-dia, realidade com ficção, tudo muito bem focado numa história de amor impossível e muito bem conduzida por uma sucessão de crimes tão surpreendente que a próxima vítima pode ser até o próprio leitor.
Resenha: A Editora Biruta me proporcionou mais uma excelente leitura e dessa vez o livro se chama “ A Maldição do Olhar”, do autor Jorge Miguel Marinho e com ilustrações de Gustavo Piqueira e Samia Jacinto. E é justamente assim que inicio essa resenha: agradecendo mais uma vez à editora pela oportunidade de poder conhecer essa maravilhosa obra.
Não é de hoje que descrevo para vocês o quanto sou apaixonada pelos livros da Gaivota/Biruta. É impressionante e visível o cuidado com os livros e suas diagramações, e claro, com “A Maldição do Olhar não foi nem um pouco diferente: me encantei pela história e pelas belas ilustrações.
Nessa
narração, podemos encontrar uma escrita diferente e inovadora, que leva o
leitor a conhecer personagens intensos e bem construtivos. E nas
primeiras páginas, já somos apresentados a um mundo novo e super
interessante.
“E Alice,
que continuava presa no fundo do espelho há anos, pôde ver pela fresta a bela
caligrafia do vampiro. Era um destes espelhos que ficam na parte interior do
móvel e refletem as pessoas só do joelho para cima. Mas Alice estava ali mesmo.
Vinha do País das Maravilhas, nos últimos tempos não tão maravilhoso assim,
para um mundo mais real. Não que Alice não acreditasse mais nos sonhos, mas
estava cansada demais de sonhar num mesmo lugar. Escorregou outra vez naquele
mesmo buraco e foi cair bem aqui, justamente no quarto de um jovem vampiro.”
Pg. 12
Você deve
estar se perguntando o que a Alice, aquela do País das Maravilhas, está fazendo
na mesma cena que um vampiro. Pois é! Eu também estranhei e achei ousado e mais
ainda, instigante. Alice está cansada de viver a mesma vida e sonhar os mesmos
sonhos. E é nessa perspectiva que resolve buscar novos horizontes.
Mas nem em seus devaneios mais loucos, imaginaria se deparar em tal situação. Ela precisa e quer sentir um pouco a realidade externa e vivenciar novas aventuras. É através de um espelho que ela começa a observar um vampiro em transição, chamado Alê. Ele é um adolescente, e como qualquer um nesta idade, se encontra indeciso, mas em seu caso a indecisão se dá em ele não saber se quer ser imortal ou não.
Seus pais não parecem ser muito incentivadores, pelo menos não do lado que ele esperava, e Alê vive desabafando em seu diário, sua angústias e frustrações. É nesse meio que Alice vai conhecer a fundo e saber os maiores segredos do vampiro. O mais interessante é que o autor criou um mundo oposto ao qual estamos acostumados.
Nesse cenário, os vampiros são considerados vítimas da própria sociedade e os humanos são descritos como pessoas insensíveis e em buscas de mais inovações para si mesmos, custe o que custar. Nessa parte, podemos ver claramente que há uma enorme crítica e várias metáforas em relação ao consumismo descontrolado, aos inúmeros gastos que as vezes se tornam desnecessários e as várias agressões/violências vivenciadas pela humanidade.
Mas nem em seus devaneios mais loucos, imaginaria se deparar em tal situação. Ela precisa e quer sentir um pouco a realidade externa e vivenciar novas aventuras. É através de um espelho que ela começa a observar um vampiro em transição, chamado Alê. Ele é um adolescente, e como qualquer um nesta idade, se encontra indeciso, mas em seu caso a indecisão se dá em ele não saber se quer ser imortal ou não.
Seus pais não parecem ser muito incentivadores, pelo menos não do lado que ele esperava, e Alê vive desabafando em seu diário, sua angústias e frustrações. É nesse meio que Alice vai conhecer a fundo e saber os maiores segredos do vampiro. O mais interessante é que o autor criou um mundo oposto ao qual estamos acostumados.
Nesse cenário, os vampiros são considerados vítimas da própria sociedade e os humanos são descritos como pessoas insensíveis e em buscas de mais inovações para si mesmos, custe o que custar. Nessa parte, podemos ver claramente que há uma enorme crítica e várias metáforas em relação ao consumismo descontrolado, aos inúmeros gastos que as vezes se tornam desnecessários e as várias agressões/violências vivenciadas pela humanidade.
E é ai
que entra em cena um assassino que parece querer exterminar todos os vampiros.
Não imaginei durante a leitura, como a narrativa poderia ficar melhor, porém o
autor conseguiu me surpreender bastante, acrescentando mistério, suspense e
sensualidade no enredo. Somos conduzidos a um caminho repleto de anseios e
descobertas através do reflexo do espelho.
A sensação da leitura acaba se tornando única e você só vai descobrir isso, lendo por si mesmo e tirando suas próprias conclusões. De antemão, posso afirmar que é uma leve, porém suave e deliciosa, constante e delicada.
Acredito também que esse é um daqueles livros onde o leitor consegue encontrar reflexões sobre a própria vida, sem se tornar tedioso ou ser tachado de auto-ajuda. Simplesmente você pensa e se deleita entre as palavras e sem ao menos perceber consegue se identificar ou ao menos se encontrar, como por exemplo: questões de amadurecimento e opressões.
A sensação da leitura acaba se tornando única e você só vai descobrir isso, lendo por si mesmo e tirando suas próprias conclusões. De antemão, posso afirmar que é uma leve, porém suave e deliciosa, constante e delicada.
Acredito também que esse é um daqueles livros onde o leitor consegue encontrar reflexões sobre a própria vida, sem se tornar tedioso ou ser tachado de auto-ajuda. Simplesmente você pensa e se deleita entre as palavras e sem ao menos perceber consegue se identificar ou ao menos se encontrar, como por exemplo: questões de amadurecimento e opressões.
“Nada é
impossível dentro ou fora do espelho. Nem do meu lado, nem do seu.” Pg.66
Classificação SEL: 5/5
Comentários
Vou anotar para futura leitura.
Beijos
Não conhecia, mas me interessei bastante
Beijinhos
Rizia - Livroterapias
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