Resenha: Uma árvore frutivera - B. Moara

  Sobre o livro:





Sinopse: Sempre me perguntei se era uma árvore boa, capaz de dar frutos e cultivá-los. Com o tempo, compreendi que nossas vidas também têm estações, e cada uma delas nos molda de forma única. Não escrevo para ser admirada, mas para que você sinta o quanto é forte e amado. Este livro é um grito e um sussurro, um abraço e um refúgio secreto. Cada capítulo é um convite a refletir sobre o passado e o futuro, lembrando das pequenas coisas que passam despercebidas e das grandes que formaram quem você é hoje. Espero que sinta esse sopro de esperança que floresce em cada estação da vida. “Ele será como árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro; e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e no ano de sequidão não se perturba, nem deixa de dar fruto.” Jeremias 17:8

Resenha: 

Ler “Uma Árvore Frutífera”, de B. Moara, é como sentar à sombra de si mesmo e, finalmente, ter coragem de observar as próprias raízes. Não é um livro que pede pressa; ele convida ao silêncio, à pausa e ao encontro íntimo com aquilo que fomos, somos e ainda podemos nos tornar. A autora escreve como quem oferece abrigo: há dor, há confronto, mas também existe um cuidado constante com o leitor, como mãos que seguram firme quando o chão parece instável.

Cada capítulo funciona como uma estação da vida. Há momentos de seca, em que a fé é testada, a saúde mental vacila e as perguntas parecem mais altas que as respostas. Em outros, a chuva vem mansa, trazendo amadurecimento, consciência espiritual e a compreensão de que princípios não são amarras, mas raízes profundas que sustentam nossas escolhas. O texto dialoga com espiritualidade de forma honesta, sem romantizar conflitos, mostrando como decisões moldam destinos e como ignorar a própria essência cobra um preço silencioso.

A sensibilidade da autora se amplia ao abordar saúde mental e neurodivergências, temas ainda tratados com descuido pela sociedade. Aqui, eles aparecem com respeito, empatia e verdade, revelando o impacto real dessas vivências nas relações, na autoestima e na forma como cada pessoa ocupa o mundo. Ler esse livro é reconhecer feridas, mas também perceber que elas não anulam a capacidade de florescer. Pelo contrário: muitas vezes, é delas que nascem os frutos mais fortes.

“Uma Árvore Frutífera” toca porque é sincero. Não escreve para impressionar, mas para lembrar que crescer dói, amadurecer exige coragem e permanecer fiel aos próprios valores é um ato diário de resistência. É leitura que acolhe quem se sente cansado, deslocado ou em reconstrução, oferecendo esperança sem promessas vazias. Um livro para quem busca sentido, fé prática, autoconhecimento e reconexão com o que realmente importa. 💚📚 

Há uma força silenciosa em cada página, um lembrete de que nem toda evolução é visível, mas ainda assim é real. A metáfora da árvore atravessa a obra inteira, reforçando que crescer não é linear e que cada pessoa floresce no seu próprio tempo. É impossível terminar a leitura igual a como se começou, porque o livro provoca reflexão profunda, identificação imediata e vontade genuína de cuidar melhor da própria história, das relações e da fé que sustenta o cotidiano. Uma leitura que fica ecoando muito depois da última página, como um sussurro de esperança. Essencial para quem busca sentido e recomeço.

Depois dessa leitura, me conta: você sente que tem cuidado bem das suas raízes para continuar dando frutos, mesmo nas estações mais difíceis?

Classificação: 5/5

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