Sinopse: No dia em que completa quarenta anos, Natália decide romper o fio de uma vida que já não a sustenta. Exausta do trabalho como professora, do casamento esgarçado, da relação difícil com a filha adolescente e com a própria mãe, e da dor pela perda da irmã, ela escolhe deixar a cidade e seguir para o sítio remoto da babcia, no Vale das Pitangueiras. O que começa como um gesto de cuidado com a avó, transforma-se em um mergulho em suas próprias costuras internas. Naquele pedaço de terra, onde o tempo corre mais devagar, em meio ao chimarrão partilhado e às histórias que brotam como sementes antigas, Natália descobre que viver é como costurar e cultivar: é preciso descosturar ausências, remendar afetos, arrancar o que sufoca, semear recomeços e preservar o chão que sustenta a vida. À medida que atravessa as estações, ela compreende que as cicatrizes são costuras que sustentam. Vale das Pitangueiras é um romance sobre raízes, perdas e renascimentos; sobre o fio invisível que une gerações, o cuidado com a terra e o poder de curar feridas. Uma história que celebra a coragem de refazer a própria trama, de cultivar o amor e florescer, mesmo depois do inverno. Livro publicado por meio do Edital de Seleção de Obras Literárias, promovido pela Secretaria de Cultura de Campo Mourão
No dia em que completa quarenta anos, Natália percebe que sua vida chegou a um ponto de exaustão silenciosa. Nada explode, nada grita. Mas tudo pesa. O trabalho como professora já não nutre, o casamento se esgarça em rotinas vazias, a relação com a filha adolescente é atravessada por ruídos, e a dor da perda da irmã ainda pulsa em lugares que ela evita tocar. Quando decide deixar a cidade e seguir para o sítio da babcia, no Vale das Pitangueiras, não busca respostas prontas, busca fôlego. Busca chão. 🌱
O que começa como um gesto de cuidado com a avó logo se transforma em um retorno às próprias origens. No ritmo lento do campo, entre chimarrões compartilhados, silêncios que acolhem e histórias que brotam como sementes antigas, Natália inicia um processo íntimo de reconstrução. A terra ensina o que a cidade havia abafado: viver exige presença, escuta e coragem para descosturar o que já não sustenta. Cada estação atravessada carrega um aprendizado, cada gesto simples revela um espelho. 🌾
Vale das Pitangueiras é um romance sobre raízes e pertencimento, mas também sobre luto, maternidade, envelhecimento e o delicado fio que une gerações de mulheres. A escrita sensível de Elenice Koziel transforma o cotidiano em poesia e faz do cuidado, com a terra, com a memória e consigo mesma, um ato revolucionário. Aqui, as cicatrizes não são fraquezas: são costuras que mantêm a vida inteira.
Ler este livro é aceitar desacelerar, é permitir que a narrativa toque onde dói e onde floresce. É entender que recomeçar nem sempre exige romper, mas aprender a remendar com afeto. Um romance que abraça leitores que atravessam mudanças, que carregam ausências e que ainda acreditam na força do cultivo diário do amor. 💛
Vale das Pitangueiras não é um livro que se encerra na última página. Ele permanece. Fica nos silêncios, nas memórias que voltam, na vontade de desacelerar e cuidar melhor do que sustenta a nossa própria história. É uma leitura que não pede pressa, mas entrega profundidade; que não promete finais fáceis, mas oferece a coragem de continuar. Um romance para quem entende que viver também é costurar as próprias cicatrizes e, ainda assim, permitir-se florescer. 🌿📖
📚 Disponível na Amazon e no Kindle Unlimited: https://a.co/d/b5lBOgK
✨ Você também sente que está na hora de cuidar das próprias raízes e permitir um novo florescer?

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