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Título: A Ira de Nasi
Autor: Mauro Beting / Alexandre Petillo
Editora: Belas Letras
Páginas: 320
Sinopse: Nasi não nasceu para ser santo. Nasceu para ser a voz de um pecado capital. Quando foi fundo ele acabou indo além do permitido e recomendado. E, na volta, trouxe com ele tudo que o dragou – do melhor e do pior. Nas travessias ao céu e nas travessuras abaixo do inferno das drogas quími¬cas e das porcarias das pessoas físicas e jurídicas que experimentou o ex-vocalista do Ira! se tornou homem com todas as letras. Desde as bem feitas e de boa métrica até as mal faladas e malditas. Você ficará vermelho de raiva e de paixão com a história de um dos roqueiros mais polêmicos do Brasil, com tantas tretas que fizeram da vida de Marcos Valadão, este Wolverine brasileiro contraditório e solitário, coisa de ficção, de horror, de comédia e de drama, mas também de muito amor.
Resenha: A Ira
de Nasi conta toda a trajetória do ex-vocalista do grupo Ira: Marcos Valadão
Rodolfo, mais conhecido como Nasi, de acordo com o ponto de vista, convivência
e pesquisa de dois autores: Mauro Beting e Alexandre Petillo.
“(...)
Vocalista do Ira sem exclamação, com exclamação. Tanto fez. Banda que hoje é um
ponto de interrogação, ou apenas reticências reverentes.” Pg.05
Primeiramente
quero elogiar todos os títulos dos capítulos, achei muito originais e
condizentes com a história. Além disso, pelo meu ponto de vista, nos fazem
refletir direta ou indiretamente. Confira alguns títulos e veja se eu não tenho
razão: “Eu vou tentar” “Eu quero sempre mais, eu espero sempre mais” e “Eu
procuro acordar e perseguir meus sonhos”. Também achei linda a história do
reencontro com seu grande amor.
Vale
destacar também as fotos que incrementam o visual do livro: fotos de Nasi recém
nascido, dando os primeiros passos, o primeiro aniversário, primeira praia com
os primos, primeira comunhão – essas e outras de arquivo pessoal. Também somos
apresentados a fotos de boletins, shows diversos, produções e gravações de
clipes, entre outras. Enfim, são muitas fotos que aproximam cada vez mais o
leitor para a trama.
Marcos
nasceu às 16h45 de 23 de janeiro de 1962. Desde cedo, já sabia o que fazia,
pois era determinado e persistente. Conhecemos um pouco sobre sua vida
sentimental, a relação com os filhos e amigos em geral, sua religião tão
discutida, drogas, repertórios e principalmente a respeito do grupo Ira!. O
mais legal é poder ver depoimentos do próprio Nasi, assim como outros
convidados, como: Rick Bonadio, Dino Nascimento, Alex Antunes, Ricardo Gaspa,
Richard David Cout – mais conhecido como Ritchie, entre outros. Achei muito
interessante que a banda começou a se formar e identificar os integrantes de
acordo com amizades sinceras e pela simples identidade musical.
“Ele
tinha sede de conhecimento e fome de música.” Pg 28
Segundo ele, o apelido nasceu devido a tanta bagunça e encrenca em que se metia. Com a série Holocausto passando na TV Globo, e mostrando os horrores da doutrina nazista, diante de suas atitudes recebeu o apelido Nazi com “z.” Só então quando começou a se tornar mais conhecido na banda, mudou a grafia para Nasi, com “s”. O livro nos apresenta cenas inusitadas, comoventes e até engraçadas, como por exemplo:
Com muita
descrição, conseguimos viajar detalhadamente através do tempo e da história
desse personagem. Confesso que nunca fui muito familiarizada com a banda, mas
ao final da minha leitura tive a estranha sensação de estar ligada a história
deles, como se eu fosse uma fã de décadas, e apesar de não ser, me proporcionou
uma nova visão e com certeza comecei a admirá-lo. Recomendo essa leitura para
você que é fã, à um simples admirador ou à alguém que apenas quer conhecer essa
história empolgante, acolhedora e muito empolgante.
“(...)
Mesmo depois de tanto tempo de palco, ele tem um tesão de fazer música que é
enorme, faz cada show como se fosse o primeiro, e isso mostra quem é o Nasi.
Faz muito. E faz bem feito.” – Vagner Garcia, Pg.263
Classificação
SEL: 5/5
Comentários
Um detalhe : o título de cada capítulo é o nome (ou trecho) de uma música do Ira! ;) Engraçado que os dois últimos exemplos que você deu são da mesma música !
Beijos, parabéns pela resenha.
http://alanahomrich.blogspot.com.br/
Só um detalhe: o nome dos capítulos são todos trechos de musicas do Ira! Mais adequado, impossível!
Se tiver interesse em conhecer meu canal, passa lá: youtube: lidolendo.
Bjo da ISA!