Quem sou eu?
Me formei bibliotecária, tenho 28 anos e esse é
o meu primeiro livro. Meu gênero favorito são os contos. Comecei a escrever
muito cedo, eu trabalhava com meu pai e passava muitas horas na janela
observando as pessoas comuns passarem e via muita coisa, de apenas uma janela
surgiram muitos personagens. Eu pensava que aquelas pessoas e aquelas cenas
mereciam um registro e na minha cabeça uma voz narradora ia acompanhando cada
uma delas e percebendo detalhes que mais ninguém parecia perceber. "A
narrativa está nos acontecimentos ao redor, tudo está sendo narrado a cada
noção de segundo pelo segundo seguinte, contador de histórias improvisadas;
entornar a imaginação (área espaçosa, arejada, acima das nuvens) para o papel,
derramando cores, impregnando cheiros e depois talhados em símbolos de grafia
na madeira que virou papel; no olhar que se perpetuou em imagem; foto; fato;
tudo o que sobra em um bloco de pedra ou argila, depois de se lhe tirar o
grosseiro, o que não serve, escultura" (...) instinto do animal escritor, papívoro,
é a respiração que escapa delituosa, que entrevê o antigo, o novo, a
vontade, o tato, a lembrança, tudo o que dormita no sono oceânico de uma
mente e de suas lembranças no estado de passado. É o aviso do sistema
límbico para que se produzam lágrimas... Escrever. (poema
Escrever - Lygia Canelas)
Conheça mais sobre
meu livro:
Editora: Ilustra
Autora: Lygia Canelas (Twitter: @LygiaCanelas)
Frases de apresentação realizada por outros escritores:
"Ler VESTÍGIOS é resgatar o sentido etimológico desta palavra, que vem do latim vestigium, propriamente, a sola do pé. Percorremos (sentindo) as trilhas que levam e elevam a menina à mulher, as dúvidas cotidianas às indagações sobre Deus, a vida e a morte. Mas também há os caminhos descendentes, que transcendem dos insistentes caminhos transitórios, ás vezes quase permanentes. Nesse livro trilharemos os caminhos da alma criadora feminina, com suas eternas peculiaridades: a efemeridade, a vaidade, a complexidade e – acima de tudo – a sentida, vivida e intensa originalidade." (Hélcio Lopes, poeta, escritor e professor de História pela USP)
Acredito que a mesma intuição que Clarice Lispector teve em “A paixão segundo G.H.”, a autora teve em “Reflexos”, e não erro em dizer que com a mesma maestria de Clarice, a autora de Reflexos nos mostra uma mulher que em condições normais, se nada de mesma, e, aí sim, ACEITA quem é a sua condição humana, animal, racional, demente, ordenada, sem bela e nem feia, nem santa e nem demônio, ela apenas, sem nenhuma convenção social, ela nua..., ela feliz. (Marco Aurélio P. Maida, Filósofo, escritor e mestre em Educação pela USP)
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