Bom dia pessoal, vamos conferir a crônica dessa semana? Não deixem de comentar a sua opinião:
Estávamos fazendo um passeio para
outra cidade para promover uma ação de ajuda humanitária. O projeto foi muito
animado, e a ida foi super divertida. Na volta, no entanto, depois de tanto
trabalho e energia despendidos, a viagem acabou ficando um tédio total. No meio
daquele desânimo conjunto pensei em avaliar a curiosidade das pessoas do
ônibus, que obviamente, eram todas amigas. Olhei fixo pela janela e falei para
minha companheira de poltrona “vou assustar o pessoal”. Fingi que estava vendo
uma cena chocante. Atriz total! Coloquei a mão na boca e puxei o ar com som de
horror. Não deu outra. Todo mundo que viu minha cara pulou do banco e foi até
minha janela: “o que foi, o que foi?”. Tinha gente pulando por cima do colo de
outros. Não imaginei tamanho resultado, mas deu. Eu disse: “não foi nada, só
queria ver se vocês eram curiosos”. Dessa vez, o pessoal até que riu. Alguns
ficaram meio brabos, por terem sido interrompidos no meio de uma soneca.
Nada mais cansativo do que viagens longas. Pior
ainda quando essas viagens são de ônibus pinga-pinga. Mas não quero me ater
agora às viagens, mas sim a um problema que algumas pessoas enfrentam quando
resolvem ser engraçadinhas, mas no fundo não são. Eu, por exemplo, sempre fui
daquelas pessoas que não têm muita noção de quando soltar uma brincadeira, e
muito menos de mensurar quanto elas são engraçadas ou não. É por isso que, não
raras vezes, passo por situações mais do que constrangedoras quando imagino que
uma piada que está na minha cabeça vai fazer rir horrores a rodinha de amigos,
e quando de fato a solto, acaba sendo tão sem graça que todo mundo muda de
assunto na mesma hora para tentar amenizar o clima de faroeste no ar. Nenhum
som! Imagino que em um dos casos do qual acabo de me lembrar, o pessoal à minha
volta estivesse esperando o desfecho para então rir. Mas quando perceberam que
aquele era o fim muito sem graça da história quiseram me ajudar para que não
ficasse mais roxa do que já estava.
E as viagens? Lembrei-me de uma das
poucas cenas provocadas por mim, que, pode-se dizer, acabou arrancando risos de
uns poucos. Foi num desses momentos de excursão exaustivas, em que as pessoas
estão tão entediadas que qualquer coisa pode ajudar. Quem sabe por isso, dessa
vez, a brincadeira tenha dado certo. Pior do que estava não podia ficar.
Um conselho: jamais solte uma risada
forçada quando a piada que a pessoa do seu lado contou não tiver a menor graça.
Faça outras coisas, mas não finja que gostou, especialmente se o gracinha for
seu amigo, porque ele saberá que é fingimento. Algumas boas alternativas são
fingir que seu celular tocou, ou que você não estava prestando atenção, ou que
o bobo na rodinha é você e que não entendeu nada. Mas a melhor opção de todas é
fingir que teve um engasgo na mesma hora em que o coitado terminou a piada e
ninguém riu, porque seu amigo não vai passar por tanto constrangimento, já que
a atenção vai ser toda voltada para você.
Os meus casos bem sucedidos de
gracinha pararam por aí. Infelizmente é assim. Quem sabe fazer rir é porque tem
um dom especial. Eu não tenho, fazer o quê? Até esta crônica ficou chata, mesmo
o caso tendo sido cômico na hora. Tudo bem! A maior desculpa dos sem graça é
esta: tentar consertar um causo mal sucedido dizendo que ele foi engraçado na
hora em que aconteceu. A verdade é que o sem graça é sem graça sempre. Quando
consegue fazer rir é por pura sorte.
Beijinhos da Márcia e até semana que
vem.
Comentários
Sempre que vou apresentar um trabalho e me vem uma super piada na cabeça, e eu a digo, todos ficam quietos, é um desastre total. Mas, algum dia quem sabe alguém ri né? tss. Sou mesmo do time dos sem-graça!
Beijinhos,
http://alanahomrich.blogspot.com.br/
Bjos