Autor: Amâncio Leão
Editora: Escrita Fina
Sinopse: No Rio de Janeiro, um punhal muito antigo é roubado de um colecionador. Mas não se trata apenas do roubo de uma relíquia de valor histórico. Através do punhal, uma milenar e cruel divindade pode ressurgir e dominar o mundo. Perseguidos por um grupo de fanáticos que deseja o místico objeto, quatro adolescentes tentam assim mesmo impedir a reencarnação da sinistra entidade. Mas o que pode um grupo de garotos contra o poder das trevas?
Resenha: “O Roubo do Punhal Sagrado” foi uma verdadeira surpresa para mim, pois eu esperava uma história mais tranquila, e encontrei um enredo envolvente e crítico. Desde o começo eu sabia que encontraria uma leitura jovial e leve, mas me encantei pelo modo como o autor Amâncio Leão, desenvolveu a trama com muito suspense e mistério.
Mesmo que o mesmo apresente poucas páginas, é um livro que te prende do começo ao fim, e te faz pensar que talvez possa existir chances para uma possível continuação. Por minha parte, espero mesmo que sim.
Na história, conhecemos personagens fortes e intrigantes. André, Diana, Caio e Bruno acabam se envolvendo em um caso policial misterioso e repleto de pontas soltas. Muitas duvidas surgem no desenrolar dos acontecimentos, e agora eles precisam tomar cuidado para não se encrencarem ainda mais.
“Bem, nós temos um compromisso
com a verdade. A imprensa tem um papel importante e se não houver esse
compromisso, não cumpre com o seu papel. Isto é muito bonito de dizer, mas é
difícil de fazer. Em épocas em que a imprensa vive sob censura, por exemplo, dizer
sempre a verdade é quase impossível. E, às vezes, o motivo da informação
incorreta é bem mais simples do que isto. Vamos supor que eu receba uma
informação de uma fonte e confie nela. Publico a coisa e amanhã descubro que a
fonte se enganou. Lá se foi a notícia e talvez o meu emprego pro espaço....”
Pg.31
O interessante é que
muitas partes do livro chamam a atenção do leitor por se tratar de fatos
reflexivos diante da sociedade, como por exemplo, as várias situações da
imprensa e dos profissionais dessa area diante de fatos importantes para a
sociedade em geral.
Logo que um punhal sagrado é roubado, outras coisas começam a acontecer e parecem estar interligadas. E o pior, ninguém sabe por onde começar a procurar...mas aos poucos eles vão encontrando pistas que talvez os ajudem a solucionar o caso, que acaba se tornando mais perigoso do que eles imaginavam.
Logo que um punhal sagrado é roubado, outras coisas começam a acontecer e parecem estar interligadas. E o pior, ninguém sabe por onde começar a procurar...mas aos poucos eles vão encontrando pistas que talvez os ajudem a solucionar o caso, que acaba se tornando mais perigoso do que eles imaginavam.
Este é um ótimo
pedido para uma história juvenil e ao mesmo tempo instigante. É um tipo de
história que te faz pensar várias coisas e no fim perceber que é totalmente o
oposto. O final é eletrizante e ainda te deixa com aquele gostinho de mais.
Espero que venha uma continuação por aí...
“Precisávamos chegar ao punhal
antes da seita. Principalmente porque, segundo a lenda e nossas pesquisas, o
dia da reencarnação estava muito próximo. Quando descobrimos que a relíquia
tinha sido encontrada e estava em poder de um colecionador, não podíamos
simplesmente pedir a ele que nos desse o punhal. Nem adiantava lhe dizer o
quanto isto era importante, porque ele já conhecia a lenda, mas não acreditava
nela.” Pg.77
Classificação SEL: 4/5
Comentários