Título: A garota no trem
Título original: The Girl on the Train
Autor: Paula Hawkins
Editora: Record
Páginas: 378
Sinopse: Um dos maiores fenômenos editoriais dos últimos tempos, o thriller psicológico The Girl on the train, de Paula Hawkins, surpreendeu até mesmo seus editores e a própria autora, nascida e criada no Zimbábue, que vive em Londres desde os 17 anos: em menos de um mês, o livro – que vem sendo comparado pela crítica a uma mistura de Garota exemplar e Janela indiscreta – ultrapassou a impressionante marca de 500 mil exemplares vendidos e alcançou o primeiro lugar nas listas de mais vendidos em todos os países em que foi publicado (Reino Unido, Irlanda, EUA e Canadá) desde seu lançamento em janeiro. A trama, que gira em torno do desaparecimento de uma jovem mulher, com três narradoras femininas duvidosas, conquistou fãs como o mestre do mistério Stephen King, que publicou em sua conta do Twitter que o “excelente suspense” o manteve acordado a noite inteira: “a narradora alcoólatra é mortalmente perfeita”. O livro segue uma linha de recentes sucessos literários de uma nova geração de autoras que vem redefinindo as convenções do gênero policial, com personagens femininos complexos que fogem do estereótipo de vítimas ou megeras, e tramas que criam suspense a partir de evoluções psicológicas sutis e dinâmicas ardilosas do casamento e relacionamentos. Com os direitos vendidos para 37 países e uma adaptação para o cinema em andamento pela Dreamworks, o romance foi publicado no Brasil pela Editora Record em junho/2015, com o título A garota no trem.
Resenha:
“A garota no trem”, de Paula
Hawkins, é um thriller psicológico instigante e cheio de surpresas
inimagináveis. É impossível saber o que pode acontecer e é justamente esse
detalhe que torna tudo ainda mais motivador. Além disso, os próprios
personagens valorizam ainda mais os diálogos, as escolhas e as demais consequências.
Fiquei muito animada com essa leitura, principalmente depois de ler tantos
comentários positivos a respeito.


A narrativa é alternada entre Rachel,
Megan e Anna, e expõe alguns episódios divididos nos períodos – manhã, tarde,
noite ou até de madrugada - em determinados dias. Os traços individuais são tão
envolventes que nos fazem perceber que pode haver algo importante a qualquer
momento. E é claro que a ambientação também influencia bastante no
desenvolvimento do enredo.

Rachel se sente reconfortante dentro
do trem e de sua rotina simples, e é essa sensação que move seus instintos,
pelo menos a principio. Se sente tranquila ao poder observar a vida de outras
pessoas aleatórias, por mais que isso soe como sendo algo deprimente. E é duas
vezes por dia que consegue viajar nessas visões diferentes.

É possível perceber que conhece bem o
trajeto que faz e deixa claro que sente uma emoção forte por uma residência em
especial, ou melhor por um casal. Jason e Jess (são nomes inventados por
Rachel) são considerados perfeitos e é realmente estranho como ela pode pensar
tanto neles. Mas se for pensar bem, até que é compreensível, já que é comum
passar por eles e tantos outros indivíduos durante a viagem de trem.

Em certa situação Rachel pode ter
certeza de achar que Jess se sente sozinha, já que seu semblante demonstra algo
assim. Há muito mais a se perceber e essas descobertas podem mudar todo o
contexto já conhecido. E é a partir disso que o leitor conhece a história de
Jess – que na verdade é Megan – um ano antes da data atual.

O suspense está presente desde as
primeiras páginas e confesso que foi um pouco difícil perceber a confiança nas
narradoras. Digo isso porque o mistério é enorme, por mais que a trama seja bem
dinâmica, e é claro que surgem vários questionamentos sobre certas revelações,
bem como suas complexidades.
“Jess estará sentada com os pés em
cima da mesa da varanda, segurando uma taça de vinho, e Jason, em pé atrás
dela, com as mãos em seus ombros. Sou capaz de imaginar o toque das mãos dele,
o peso delas, tranqüilizadoras, protetoras. Às vezes, me pego tentando me
lembrar da última vez que tive contato físico de verdade com alguém, um abraço,
um aperto de mão que seja, e sinto uma dor no coração.” Pg.16
Classificação SEL: 4/5
Comentários
Beijo, Fê