Título: O papai é pop
Autor: Marcos Piangers
Editora: Belas Letras
Páginas: 112
Sinopse: Então, você vai ser pai. Você sabe que precisa comprar uma casa maior. Tem que ter mais espaço pra criança. Tem que ter mais um quarto no apartamento. Tem que ter um berço novo, não pode ser aquele que a vizinha se dispôs a emprestar. Então você sabe que tem que trocar de carro, com seis airbags, no mínimo, ar-condicionado de fábrica. O que o humorista Marcos Piangers descobriu ao ser pai jovem é que essas preocupações não fazem diferença nenhuma. O que vale mesmo não é pagar pela melhor creche, se você é o último a buscar seus filhos. Não é comprar os melhores brinquedos, porque as crianças gostam mesmo é das brincadeiras que não custam nada. No fundo, o que importa mesmo, como os textos divertidos e emocionantes de Papai é Pop mostram, é você estar com seus filhos, não pensando em outra coisa, mas estar lá. De verdade.
Resenha:
“O papai é pop”, de Marcos
Piangers, possui uma edição maravilhosa (o leitor pode escolher entre dois
modelos) e é uma ótima dica de presente, ainda mais no dia dos pais. O autor
participa do programa Pretinho Básico e acredito que seu trabalho como
comunicador ajuda bastante no texto, bem como nas referencias e demais
entendimentos.

O humor está presente em todas as
páginas, e é claro que não precisa ser pai ou mãe para saber do que ele está
falando. A narrativa das crônicas é bem ágil e sutil, e há aquela liberdade de
poder perceber novas reflexões por meio das passagens. Mais interessante ainda
é que há a inserção de pequenas interações ao longo das páginas e isso é
fundamental no contexto proposto.

A imaginação não tem limite, e é por
isso que tudo se torna ainda mais empolgante e sincero. Digo que é sincero
porque a pessoa pode fazer o que tem vontade e expor o pai que tem em mente.
Não é um livro específico para um pai então, ou apenas para um filho. Pode ser
para os dois e acredito que fazer esse trabalho em conjunto é o que faz tudo
valer a pena. As lembranças é o que se destacam nas situações propostas.

Dá para colar uma foto do pai, mas
então porque não desenhá-lo ou citar uma recordação boa? A ironia não deixa de fazer parte da obra,
assim como a nostalgia. E para quem conhece Piangers, pode se surpreender, e
muito, com as compreensões dessa leitura. O que não falta é emoção, e confesso
que o texto emociona – ao ponto de chorar mesmo – em vários momentos.

O autor não fala somente sobre o
relacionamento com suas filhas, mas também com o pai. Por isso, posso dizer que
é possível se identificar com alguns trechos. Eu, particularmente, me encantei
com todas as partes e chorei bastante com os desabafos. Sua mãe foi mãe e pai
ao mesmo tempo e a gente sabe que toda essa força é sensacional, principalmente
por tantas batalhas ao longo da vida.

O livro ainda conta com frases de
outros autores, e cada uma se torna mais impactante que a outra. As questões de
adaptação por se tornar pai são incríveis e acredito que o livro acaba mesmo se
tornando um presente maravilhoso por ser tão envolvente e sensível ao mesmo
tempo. Se eu já me encantei com tudo, imagina com quem está prestes a ser pai!
Classificação SEL: 5/5
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