Cronicas de fossa
Autor: Fabrício Carpinejar
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 176
Sinopse: O amor não é uma propriedade de quem sente, é uma transferência total para quem é amado Você que está vendo este livro com dúvida se precisa dele, você não precisa dele, precisa de si, vive caçando uma palavra que confirme o que deseja, está atrás de um escritor que possa lhe recomendar de volta para quem brigou, com capacidade de explicar o que sente e traduzir seus tormentos. Mas já sabe o que deseja, não há como convencer do contrário, os amigos mostraram que seu relacionamento não tem futuro. Não acredita neles, acredita somente no milagre. E como justificar um milagre, ainda mais para quem não tem mais fé? Eu entendo o que está passando: sua raiva, sua amargura, seu cinismo, seu desencanto. Percebeu que a razão não conforta, que a vingança ou o perdão não ressuscita a tranquilidade, que o fundo do poço nunca se equivale ao nosso fundo. Você parece normal, mas todo mundo deixa de ser normal quando se apaixona e se separa. Se sua expectativa é por uma solução, eu guardo apenas uma certeza que trará alívio mais adiante: você não vai desistir. Quando diz que acabou a relação, é que está procurando um outro jeito de recomeçar. Em seu novo livro de crônicas, Carpinejar apresenta 42 textos que sobre amor, desilusão amorosa, casamento, divórcio, saudade e outros sentimentos que compõem os relacionamentos. • Novo livro de crônicas do autor gaúcho. • Décimo sexto livro do autor publicado pela Bertrand Brasil — oitavo de crônicas.
Resenha:
“Para onde vai o amor?”, de Fabrício
Carpinejar, é um livro que expõe várias crônicas e reflexões sobre o amor e
suas mais variadas consequências. As palavras do autor são intensas e é impossível
não se envolver e pensar naquela pessoa especial ou ao menos numa recordação
repleta de sentimentos.

É uma leitura encantadora, por mais
que o gênero não lhe agrade. Na verdade, o que menos importa nesse caso é o
fato de a obra ser composta por textos curtos. Afinal de contas, o leitor (pelo
menos foi assim no meu caso) nem percebe o tempo passar quando está lendo as
frases diante de tantas interpretações.

Confesso que, durante a leitura, parei
inúmeras vezes para pensar sobre as reais intenções encontradas nas
entrelinhas. É algo inevitável, emocionante e as vezes até sem explicações plausíveis.
Mas é assim mesmo, não? Acredito que o amor e todos as emoções derivadas deste
não fazem sentido na maioria dos casos.

Ao todo são cinqüenta e oito (58)
textos e é bastante complicado citar quais poderão ser os preferidos dentre
tantos bons. Posso dizer que um pode complementar o outro, dependendo do ponto
de vista e do estado de espírito de quem o lê. Afinal de contas, os leitores
podem estar se sentindo muito apaixonados, nostálgicos ou (infelizmente) separados
de um grande amor.

O que não falta são percepções sobre
indiferenças em um relacionamento, assim como a esperança pelo enfim final
feliz, com os encontros e reconciliações esperadas. Desencontros, medos, dores,
angústias, entre outros, também fazem parte dessa ambientação. Podem ser modos
de explicar como nos sentimos e no decorrer das páginas as compreensões acabam
surgindo com uma facilidade incrível.
Fiquei apaixonada por essa edição
lançada pela Bertrand Brasil –
mesmo, mesmo e mesmo. Cada trecho é especial e garante um carisma forte e até
ousado. Claro que a proposta do livro não é fazer com que as pessoas entendam
de uma vez por todas como o amor, esse sentimento tão complexo, funciona. Seria
demais mesmo, então a questão é avaliar as condições referenciadas para poder
perceber o que é mais significativo nas experiências vivenciadas.
Classificação SEL: 5/5
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