Título: A ilha de Bowen
Título original: La isla de Bowen
Autor: César Mallorquí
Tradução: Catarina Meloni
Editora: Biruta
Páginas: 524
Sinopse: Tudo começou com o assassinato do marinheiro Jeremiah Perkins, em um pequeno porto norueguês, e com um pequeno pacote, que ele enviou para Lady Elisabeth Faraday. Mas talvez a história tenha começado quando estranhas relíquias foram descobertas em uma antiga cripta medieval. Foi por causa disso que o mal‑humorado professor Ulisses Zarco resolveu embarcar em uma aventura a bordo do Saint Michel, enfrentando inúmeros perigos e o terrível mistério que envolvia a Ilha de Bowen.
Resenha:
Fiquei encantada
quando vi a capa de A ilha de Bowen,
de César Mallorquí. Além disso, a edição
da Editora Biruta também está
maravilhosa, mas é claro que isso não é nenhuma novidade. Sou apaixonada pelo
trabalho dessa editora e não tem um livro dela que não se destaca por seu
projeto gráfico.
A história, voltada ao público jovem,
me agradou bastante, já que reúne muitas aventuras, intrigas, ousadias,
surpresas e momentos de tensão entre os personagens. Eu adoro livros onde os
personagens embarcam em viagens inesperadas, pois é como se estivéssemos sentindo
os mesmos receios e todas as emoções divertidas que surgem.
A introdução
revela passagens sobre o assassinato do marinheiro Jeremiah Perkins. As perguntas giravam em torno de seu chefe, John Foggart, já que se deparou com um objeto muito procurado. E é por isso
mesmo que tem tanta gente o procurando. Assim, surge um pacote interessante
endereçado para Lady Elisabeth Faraday.
A busca pelo paradeiro de John é grande, mas sua mulher encontrou ótimos meios
para seguir adiante nessa expedição.

Tudo parece ser muito simples e ao
mesmo tempo complexo demais. Além disso, os questionamentos começam a aparecer
logo nas primeiras páginas. E é a maneira como há a inserção de certos fatores essências
para as ocorrências durante o enredo. Depois a trama é dividida em duas partes
(livro I e livro II) e todos os conhecimentos são significativos para as
pesquisas realizadas.
A ambientação, um tanto sombria,
arriscada e melancólica, se passa no ano de 1920. E, admito que, inicialmente,
foi um dos pontos que mais me chamou a atenção. O autor fez um excelente
trabalho nesse desenvolvimento, sendo que é através destas descrições mais
intensas sobre a época que o leitor consegue perceber todos os percursos, as tradições
e suas devidas importâncias.
Logo depois conhecemos o fotógrafo Samuel Durango diante de um relato
pessoal em seu diário. Ele se encontrava em processo de mudanças, mas se
interessou por uma oportunidade de trabalho que vira em um anúncio de jornal.
Posteriormente entram em cena o professor Zarco,
a secretária Sarah e Katherine Foggart, entre outros
personagens igualmente relevantes.
Pensei que iria demorar mais a
finalizar essa leitura, ainda mais porque a obra contém mais de 500 páginas. Mas
me enganei ao ser surpreendida com uma narração ágil e também consegue ser
muito completa. Todas as características são fundamentais para a resolução dos
enigmas, bem como as demais referências desenvolvidas aos personagens centrais.
Classificação SEL: 4/5
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