Resenha: Chama Extinta - K.A. Cobell, Plataforma 21

 Sobre o livro:





Sinopse: Na reserva indígena Blackfeet, quatro adolescentes vão parar no meio de uma investigação policial depois que o corpo de uma jovem é encontrado. Mara, Loren, Brody e Eli têm trajetórias bem distintas e motivos suficientes para não confiarem uns nos outros. Mas se não se unirem para encontrar o verdadeiro assassino, sabem que podem acabar levando a culpa – ou, pior, sendo as próximas vítimas. Desde que se mudou para a reserva Blackfeet, Mara Racette se sente deslocada, sem conseguir se enturmar com o grupo fechado dos colegas de classe. Por isso, quando Loren Arnoux, uma garota que ainda convive com a dor do desaparecimento da irmã, a convida para participar de uma tradicional cerimônia Blackfeet, Mara pensa que, enfim, vai começar a se enturmar. Mas, então, o corpo de Samantha White Tail é encontrado. E, como os demais participantes da cerimônia foram os últimos a estar com ela, todos se tornam suspeitos: MARA RACETTE, a novata de quem ninguém parece gostar muito. LOREN ARNOUX, a melhor amiga de Samantha. BRODY CLARK, o palhaço da turma. ELI FIRST KILL, o garoto durão e de poucas palavras. Apesar da desconfiança que nutrem entre si, eles se veem obrigados a investigar o crime por conta própria para provar sua inocência. Mesmo que um deles seja o assassino. Alternando entre o ponto de vista dos quatro jovens, Chama extinta é um thriller que fala de perdas, traições e recomeços, capaz de emocionar e surpreender os leitores até a última página.


Resenha: 

Em Chama Extinta, K.A. Cobell nos transporta para a reserva indígena Blackfeet, um cenário repleto de mistérios e tradições. A história se desenrola após a descoberta do corpo de Samantha White Tail, desencadeando uma investigação que coloca quatro adolescentes sob os holofotes. 

Mara, Loren, Brody e Eli têm algo em comum: todos participaram da última cerimônia Blackfeet com Samantha e, agora, precisam lutar para provar sua inocência. No entanto, a desconfiança mútua cria uma barreira aparentemente intransponível.

Mara Racette é a novata deslocada, cujo desejo de pertencer ao grupo colide com os olhares desconfiados da comunidade. 

Loren Arnoux, amiga íntima de Samantha, carrega o peso da perda da irmã desaparecida, e sua dor é uma ferida ainda aberta. Brody Clark, com seu jeito descontraído e piadas, esconde segredos que ninguém imaginaria. 

E Eli First Kill, reservado e enigmático, parece carregar o mundo nos ombros. Cada capítulo nos oferece uma perspectiva única, aprofundando-se nas dores, medos e desconfianças de cada um.

Com uma escrita afiada e repleta de nuances, Cobell aborda questões como pertencimento, herança cultural e os traumas que moldam as escolhas de seus personagens. 

A reserva Blackfeet não é apenas o palco da narrativa, mas quase um personagem em si, com sua atmosfera carregada de simbolismo e história.

O suspense permeia cada página, e o leitor se vê constantemente questionando: quem está dizendo a verdade? E, mais importante, quem é o verdadeiro assassino? 

À medida que os segredos são revelados, a tensão se intensifica, culminando em um final tão inesperado quanto emocionante.

Agora, me diga: se você estivesse no lugar de Mara, cercado por desconfiança e perigo, até onde iria para provar sua inocência? Será que confiaria em seus companheiros, mesmo sabendo que um deles pode ser o culpado?
 
Classificação: 5/5

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