Sobre o livro:
Sinopse: Pode-se fugir do Destino? Marina passou a vida inteira debatendo-se com essa questão em meio a ecos de seus vazios de alma até aquele dia frio de 1984, quando se deparou com um enigmático homem cego dizendo ser o próprio Destino, num casarão abandonado em São Paulo. Com a promessa de que finalmente obteria as respostas sobre os desaparecimentos do pai e do namorado Daniel no vácuo da ditadura militar, Marina inicia uma relutante jornada de volta a Brasília, tendo em mãos uma pequena caixa com as filigranas PZ entalhadas, uma chave e um pedido do Destino. Uma mulher idosa com uma chave na mão luta para resgatar as lembranças que lhes chegam em lapsos tão impessoais, que mais parecem fazer parte da terra sobre a qual repousa que dela mesma. As memórias destas mulheres de gerações tão distintas parecem fazer convergir presente e passado, de histórias de um naufrágio de imigrantes italianos a caminho do Brasil aos anos de perdas e silêncios impostos da ditadura. Acontecimentos históricos acabam por se revelar mero pano de fundo para a história de amor que entrelaça as vidas de Pietro Zanetti, Anna e Cecília num labirinto oculto nos profundos olhos cegos do Destino, revelando de fato sua eterna busca de redenção, por ter ousado por uma única vez, em sua eterna e tediosa existência, apaixonar-se por uma mulher.
Resenha:
Quantas vezes nos pegamos perguntando: podemos realmente fugir do Destino ou estamos eternamente atados aos seus fios invisíveis?
Em O Labirinto das Moiras, Tânia Calciolari nos conduz por um percurso de tirar o fôlego, onde o passado e o presente se entrelaçam em um emaranhado de memórias, perdas e segredos.
A história começa em um dia gélido de 1984, quando Marina, marcada por uma vida de silêncios e ausências, se depara com um homem cego, alegando ser o próprio Destino, em um casarão abandonado em São Paulo. Com ele, uma promessa inquietante: respostas sobre os desaparecimentos de seu pai e do namorado Daniel durante os anos sombrios da ditadura militar.
Com uma pequena caixa ornamentada com as iniciais PZ, uma chave e um enigmático pedido, Marina parte para Brasília, onde sua trajetória é guiada por lapsos de memórias e encontros inesperados.
Paralelamente, uma idosa com uma chave em mãos tenta reconstruir as próprias lembranças, enquanto suas histórias convergem com as de Pietro Zanetti, Anna e Cecília — personagens cujas vidas foram marcadas por naufrágios, tanto literais quanto emocionais.
A narrativa vai muito além de eventos históricos, como o naufrágio de imigrantes italianos e os horrores da ditadura. Esses são apenas fragmentos que complementam uma trama profundamente humana, onde o amor e a busca por redenção despontam como forças centrais.
O Destino, aqui personificado, é mais do que um simples espectador. Ele é um protagonista, um ser eterno que, por um instante de vulnerabilidade, ousou se apaixonar por uma mulher, desafiando as leis que regem sua existência.
Calciolari oferece uma escrita repleta de nuances, onde o simbólico se encontra com o palpável, criando uma leitura que captura o leitor e o mantém preso em seu próprio labirinto emocional. Marina, Pietro, e as gerações que os conectam nos mostram que, às vezes, é preciso perder-se para encontrar a si mesmo.
Agora, a pergunta que não quer calar: você ousaria encarar os olhos do Destino e descobrir o que ele reservou para você? Comente o que mais chamou sua atenção nessa trama intrigante.
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Classificação: 5/5
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