Resenha: Confiança - As irmãs Shackleford, Faro Editorial

 Sobre o livro:





Sinopse: NESTA SÉRIE DE COMÉDIAS ROMÂNTICAS REGENCIAIS, AS IRMÃS SHACKLEFORD ABALAM UMA SOCIEDADE QUE NEM IMAGINA O QUE A ESPERA... Nesta série de comédias românticas regenciais, as irmãs Shackleford abalam uma sociedade que nem imagina o que a espera... Quando Confiança Shackleford foi encarregada de acompanhar seu pai rabugento durante uma temporada na pitoresca cidade costeira de Torquay, ela previu que viveria três meses de tédio mortal. Certamente não esperava se interessar pela casa vazia e desolada ao lado de sua elegante vila — especialmente ao descobrir que pertencia a um belo capitão da Marinha Real, ausente em alto-mar. Roan Carew, órfão das ruas de Torquay, foi alistado à força na Marinha aos onze anos. Com pura teimosia e astúcia, subiu ao posto de capitão sem jamais se portar como um cavalheiro. Sua compra da Casa Redstone, uma mansão decadente no bairro mais rico da cidade, foi puro impulso — um sonho vago de transformá-la em lar para uma esposa e família que ele ainda não tinha. Mal imaginava que isso desenterraria um segredo de trinta anos... e que alguém estaria disposto a matar para mantê-lo oculto. Como era de se esperar, o Reverendo Shackleford, cuja mania de xeretar é lendária, não resiste ao mistério e arrasta Confiança e o intrigante capitão para sua investigação. Em meio aos segredos da Casa Redstone, porém, uma faísca improvável começa a surgir entre as duas almas solitárias...

Resenha: 

Confiança Shackleford não chega a Torquay esperando viver uma história memorável. No Volume 3 da série As Irmãs Shackleford, a missão parece simples: acompanhar o pai rabugento durante uma temporada entediante à beira-mar. Mas bastam poucos dias para que a monotonia seja substituída por curiosidade, mistério e uma inquietação que ela não sabe explicar. 

A Casa Redstone, abandonada e silenciosa, passa a ocupar seus pensamentos como um convite perigoso para algo maior do que boas maneiras e regras sociais, anunciando que aquela temporada mudaria o rumo de sua vida para sempre.

O encontro com Roan Carew muda tudo. Capitão da Marinha Real, moldado por uma infância dura e por batalhas no mar, ele carrega cicatrizes que não aparecem no uniforme. Sua compra impulsiva da mansão decadente revela mais do que um sonho de futuro: traz à tona um segredo enterrado há trinta anos e ameaça transformar Torquay em palco de intrigas e riscos reais. A tensão cresce quando o Reverendo Shackleford decide investigar o passado da casa, arrastando Confiança para uma trama que mistura passado, perigo e sentimentos que nenhum dos dois estava preparado para viver.

O charme do livro está na forma como romance e mistério se entrelaçam. A autora constrói personagens imperfeitos, humanos e emocionalmente profundos. 

Confiança é mais do que uma jovem curiosa: ela representa o desejo de romper limites impostos às mulheres da época. Roan é mais do que um herói romântico: é um homem tentando provar que merece amor e pertencimento. Cada diálogo carrega emoção, humor sutil e uma crescente sensação de que algo precioso pode ser perdido a qualquer momento.

Ler essa história é como caminhar por uma cidade costeira envolta em segredos, com o som das ondas acompanhando revelações dolorosas e promessas de esperança. É impossível não se envolver com o clima regencial, os conflitos morais e a construção de um amor que nasce em meio à desconfiança e ao perigo. A narrativa flui com leveza, mas deixa marcas profundas no leitor, despertando empatia, curiosidade e aquele desejo de continuar virando páginas sem perceber o tempo passar.

Se você procura um romance histórico com emoção real, personagens marcantes, mistério instigante e uma história capaz de aquecer o coração enquanto prende a respiração, este livro entrega tudo isso com elegância e intensidade. Uma leitura que prova que confiança não nasce pronta: ela é construída entre feridas, escolhas difíceis e coragem para amar quando tudo parece incerto. 💙📖✨

Você se permitiria entrar na Casa Redstone e descobrir até onde sua própria confiança seria capaz de ir por amor?
 
Classificação: 5/5

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