Resenha: Um outro eu - Hospedeiro Neural - Daniel F. Sousa

  Sobre o livro:




Sinopse: Ethan Marc dedicou a vida a estudar memória. Mas nada o preparou para lembrar de algo que nunca aconteceuTudo começa com uma varanda sob chuva. O cheiro de lavanda. O nome de uma mulher que ele jamais conheceu — e, ainda assim, sente que perdeu. Logo, memórias cada vez mais vívidas invadem sua mente: lugares onde nunca esteve, conversas que nunca teve, sentimentos que não são seus. Ethan descobre que não está sozinho. Outras pessoas estão tendo as mesmas lembranças impossíveis. Todas conectadas a um nome proibido: projeto VÉRTICEQuando um cientista desaparecido surge como a única fonte de respostas, Ethan descobre uma verdade ainda mais perturbadora: Essas memórias não são falsas — são transferidas. E ele é somente um dos sete hospedeiros escolhidos para abrigar uma consciência que ainda não existe. Com o tempo correndo e sua própria identidade se fragmentando, Ethan precisa decidir até onde vai para impedir que sua mente seja substituída… ou aceitar que talvez essa escolha já tenha sido feita em outra linha do tempo. Um thriller psicológico intenso e emocional, que mistura ficção científica, mistério e filosofia sobre memória, consciência e o que realmente nos torna humanos. Perfeito para leitores de Dark, Blake Crouch (Recursion) e histórias onde o impossível começa na própria mente.

Resenha: 

Ethan Marc sempre acreditou que a memória era apenas um conjunto organizado de lembranças. Até o dia em que começou a recordar coisas que nunca viveu. Uma varanda sob a chuva, o perfume de lavanda, o nome de uma mulher desconhecida que provoca uma dor real demais para ser invenção. A partir desse instante, sua mente deixa de ser território seguro e passa a ser um campo de batalha silencioso entre o que ele é e o que está sendo implantado dentro dele.

Um Outro Eu – Hospedeiro Neural não se contenta em contar uma história; ele desmonta a noção de identidade peça por peça. Cada capítulo é como abrir uma porta para um corredor de memórias que não pertencem a ninguém e, ao mesmo tempo, pertencem a todos os sete escolhidos pelo misterioso Projeto Vértice. O ritmo é tenso, psicológico e profundamente humano, explorando o medo de perder a própria consciência enquanto se descobre que aquilo que chamamos de “eu” pode ser transferido como um arquivo.

O autor constrói cenas sensoriais com precisão: o cheiro da chuva, a textura das lembranças, o peso emocional de sentir saudade de alguém que nunca existiu. Isso faz o leitor duvidar junto com Ethan, criando uma experiência imersiva que mistura ficção científica, mistério e filosofia. Não é apenas sobre tecnologia, mas sobre escolhas, tempo e o preço de permanecer inteiro quando a mente começa a se fragmentar.

A narrativa cresce como um quebra-cabeça emocional. Quanto mais respostas surgem, mais perturbadoras elas se tornam. O conceito de múltiplas linhas do tempo, consciências em formação e hospedeiros humanos cria uma tensão constante que prende do início ao fim. O livro conversa diretamente com leitores que gostam de histórias que mexem com a cabeça e o coração, lembrando obras como Dark e Recursion, mas com uma identidade própria e um tom intimista.

Ler este livro é aceitar entrar em um labirinto onde a maior ameaça não é externa, mas interna: a possibilidade de deixar de ser quem você é. Um thriller psicológico que provoca, emociona e questiona o que realmente nos torna humanos. Uma obra que não se esquece facilmente, porque nos obriga a pensar sobre nossas próprias memórias e sobre quem seríamos sem elas.

Disponível na Amazon e no Kindle Unlimited por este link: https://a.co/d/0BybgCi

Você teria coragem de descobrir se suas memórias são realmente suas ou se também aceitaria ser um hospedeiro de outra consciência?

Classificação: 5/5

Comentários