Ludwig tem 19 anos, vive em Pedra Lúcida, trabalha como office-boy freelancer e divide a rotina entre estudos, sua velha lambreta e as expectativas de entrar na faculdade. Ceciliê, aos 17, mora em Aurora Íntima, estuda, dá aulas de bateria e tem uma personalidade que mistura reserva, doçura e certa fragilidade emocional. Antes de se conhecerem, os dois levam vidas completamente separadas, e gostei da forma como o autor brinca justamente com a improbabilidade de aqueles caminhos se cruzarem.
O encontro acontece na danceteria Lumen Noctis e é um dos momentos que mais me chamou atenção até aqui. Ludwig procura os amigos, encontra o olhar de Ceciliê e aquela hesitação de segundos é suficiente para mudar o rumo da noite. A aproximação tem algo muito próprio da juventude: perguntas meio clichês, risadas, dança, nervosismo e um primeiro beijo que não precisa ser perfeito para ser importante.
Depois, a história desacelera e começa a mostrar o que existe além da atração inicial. O encontro seguinte na Praça Central de Aurora Íntima, com os dois conversando durante horas sobre família, música, estudos e cotidiano, foi justamente o tipo de cena que me fez perceber que o romance pretende construir essa relação também nas pequenas coisas.
A escrita, por enquanto, alterna bastante narrativa e reflexão. O autor fala sobre destino, memória afetiva, acaso e sobre a dimensão que o primeiro amor pode assumir, inclusive trazendo referências filosóficas já na introdução. É uma característica bem presente e que dá ao livro um tom mais contemplativo do que eu esperava inicialmente.
Ainda estou no começo e quero observar principalmente como essa relação vai mudar conforme Ludwig e Ceciliê deixarem a euforia dos primeiros encontros e começarem a encarar o tempo, as escolhas e a vida adulta. Pelo próprio título, já existe uma sensação de que o amor será colocado à prova, mas prefiro descobrir aos poucos o que isso significará para os dois.
Depois volto com a resenha completa por aqui!
Disponível na Amazon.
Você acredita que o primeiro grande amor pode marcar alguém mesmo depois que a vida segue outros caminhos?

Comentários