Resenha: Vislumbre de um Anjo - Flávio Clímaco

  Sobre o livro:





Sinopse: Vislumbre de um Anjo Em Vislumbre de um Anjo, o autor Flávio Clímaco transforma lembranças em literatura e saudade em eternidade. Em uma obra profundamente emocionante, sensível e humana, o leitor é conduzido por memórias que atravessam infância, família, amizade, perdas, descobertas e, acima de tudo, o amor incondicional entre um avô e um neto. Com uma escrita poética e intimista, Flávio Clímaco compartilha histórias reais marcadas por ensinamentos simples, porém inesquecíveis. Cada capítulo é uma crônica carregada de emoção, capaz de despertar no leitor recordações da própria vida, das pessoas amadas e daqueles momentos que o tempo jamais consegue apagar. Ao longo das páginas, conhecemos um menino tímido que cresceu cercado pelos conselhos sábios do avô, um homem humilde, generoso e profundamente humano, que se tornou sua maior referência de amor, caráter e proteção. Entre conversas no escritório, tardes observando a rua, histórias inventadas para ensinar valores, amizades de infância, músicas, cães, sonhos, dores e reencontros com o passado, o autor constrói uma narrativa delicada sobre os laços que permanecem vivos mesmo após a partida física daqueles que amamos. Mais do que um livro sobre saudade, Vislumbre de um Anjo é uma homenagem à memória afetiva, às pequenas coisas da vida e ao poder transformador do amor familiar. É uma leitura que abraça, emociona e faz refletir sobre o tempo, a ausência e a eternidade que existe nas lembranças. Com capítulos independentes, mas conectados por sentimentos profundos, esta obra toca o coração de leitores que valorizam histórias reais, relações familiares, espiritualidade, nostalgia e reflexões sobre a vida. Cada página traz ensinamentos sobre empatia, simplicidade, fé, amizade e a importância de enxergar beleza nas pequenas experiências do cotidiano. Ideal para quem aprecia crônicas emocionantes, narrativas autobiográficas e livros que despertam sentimentos verdadeiros, Vislumbre de um Anjo é uma leitura capaz de arrancar lágrimas, sorrisos e suspiros ao mesmo tempo. Uma obra sobre amor, memória e eternidade. Um livro para quem já perdeu alguém… e descobriu que certas pessoas nunca vão embora de verdade.

Resenha: 

Em “Vislumbre de um Anjo”, Flávio Clímaco transforma as lembranças de sua convivência com o avô, Mário, em uma sequência de crônicas sobre infância, família, amadurecimento e saudade. Não existe uma narrativa linear no sentido tradicional. Cada capítulo recupera um episódio, um objeto ou uma conversa, enquanto acompanhamos o menino tímido e arteiro que cresceu tendo no avô uma referência de proteção, caráter e afeto.

Gostei justamente dessa estrutura porque Mário vai sendo apresentado aos poucos. Não conhecemos esse homem por uma descrição pronta, mas pelo que ele fazia. É o avô que inventa Joãozinho para convencer o neto a cumprir suas obrigações, compra uma bola branca e azul que acaba ajudando Flavinho a vencer a timidez e fazer amigos, lê “O Suave Milagre”, de Eça de Queiroz, em voz alta quando percebe o desinteresse do garoto e até aceita reservar com um papel a “cadeira cativa” do neto ao seu lado na mesa.

São episódios aparentemente pequenos, mas o livro encontra justamente neles sua força. Um dos que mais me marcou envolve a caneta dourada que Flávio presenteou ao avô com a inscrição “Amigos para sempre”. Em meio a tantas coisas materiais que desapareceram com os anos, aquela caneta retorna ligada a um dos momentos mais delicados da relação entre os dois. É impossível não entender, então, por que certos objetos ganham um valor que não cabe no preço que tiveram.

Também achei interessante que a memória não transforma Mário em alguém sem defeitos. Havia teimosia, rigidez, discussões e muitos mimos concedidos ao primeiro neto. O próprio Flávio adulto revisita algumas situações com certo constrangimento. Isso deixa a relação mais humana e faz com que o afeto apareça nos detalhes, inclusive quando os papéis começam a se inverter e aquele menino cuidado pelo avô passa a se preocupar e cuidar dele.

A escrita tem um tom muito próximo de conversa. Uma lembrança leva a outra e, conforme Flávio envelhece, percebemos que os ensinamentos do avô continuam surgindo em sua relação com o trabalho, a música, a fé, Polyana e até em encontros inesperados com desconhecidos. Foi aí que o título ganhou mais sentido para mim. O “anjo” não está preso somente ao passado. Ele reaparece em gestos, frases, coincidências e na maneira como o próprio narrador aprendeu a olhar para a vida.

É uma leitura que deve conversar especialmente com quem gosta de crônicas autobiográficas, histórias familiares e livros construídos a partir da memória afetiva. E talvez faça muita gente terminar pensando nas pequenas coisas que guarda de alguém importante.

Disponível na Amazon e Kindle Unlimited.

Qual pequena lembrança de alguém que você ama o tempo nunca conseguiu apagar?

Classificação: 5/5

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