Sobre o livro:
Sinopse: A realidade não é uma linha. É um tecido. E alguém acaba de rasgá-lo. Alfred Adler, um professor-cientista em busca de sentido, vive entre equações e lembranças que insistem em permanecer. Em um mundo que parece tão previsível quanto indiferente, ele encontra, entre os pertences de seu falecido pai, um conjunto de anotações e diagramas que não deveriam existir. O que era apenas curiosidade intelectual transforma-se em um chamado — um convite para compreender o que a própria ciência teme nomear. Ao montar o esquema proposto nessas ideias enigmáticas, Adler reacende uma força que ultrapassa os limites do tempo e da lógica. Sua jornada o conduz a descobertas que desafiam a natureza da consciência, da existência e da própria Realidade, revelando que o universo pode ser tão frágil quanto as decisões humanas. À medida que o experimento evolui, as fronteiras entre o possível e o impossível começam a se dissolver. A busca por redenção torna-se uma travessia por territórios invisíveis, onde cada escolha reverbera em mundos desconhecidos e cada resposta traz uma nova ameaça.
Resenha:
Em A Ruptura da Ordem, de Rodrigo Bartnik de Andrade, acompanhamos Alfred Adler, um professor e cientista de Curitiba que encontra anotações enigmáticas entre os pertences do pai falecido. Movido pela curiosidade e pelo desejo de corrigir escolhas do passado, ele decide reproduzir o experimento descrito naqueles papéis. O problema é que Alfred começa a montar algo cujo funcionamento desconhece, e as consequências ultrapassam o quintal da casa de sua mãe.
Em A Ruptura da Ordem, de Rodrigo Bartnik de Andrade, acompanhamos Alfred Adler, um professor e cientista de Curitiba que encontra anotações enigmáticas entre os pertences do pai falecido. Movido pela curiosidade e pelo desejo de corrigir escolhas do passado, ele decide reproduzir o experimento descrito naqueles papéis. O problema é que Alfred começa a montar algo cujo funcionamento desconhece, e as consequências ultrapassam o quintal da casa de sua mãe.
Achei interessante como essa aventura nasce de uma insatisfação tão pessoal. Alfred entende de equações, mas não sabe muito bem o que fazer com a culpa, o orgulho e as perdas. Essa diferença aparece nas decisões: ele calcula, improvisa e observa, mas também age por impulso e ignora alertas. Em alguns momentos, deu vontade de pedir que escutasse Ada antes de continuar! A amizade entre os dois oferece um contraponto à sua teimosia, com espaço para carinho, discordância e conversas sobre aceitar o presente.
E tem Luke, seu beagle, que ganha importância real na jornada. Gostei de como o vínculo com o cachorro mantém uma preocupação concreta em meio a tantas questões grandiosas. Mesmo quando o universo da história se amplia, Alfred continua sendo alguém tentando proteger quem ama. Isso ajuda a aproximar um protagonista que, de outra maneira, poderia ficar restrito às explicações científicas.
A narrativa alterna a trajetória dele com os bastidores de uma organização chamada Ordem. Nós acompanhamos conversas e interesses que Alfred ainda desconhece, criando uma distância entre aquilo em que ele acredita e o que começamos a suspeitar. Foi esse jogo de informação que mais sustentou minha curiosidade: quem está ajudando, quem está conduzindo e quanto de verdade existe em cada explicação?
A ambientação também chama atenção pelo contraste entre estruturas que lembram reinos medievais e tecnologias muito avançadas. O autor descreve construções, vegetação, equipamentos e até o desgaste físico dos deslocamentos. A fome e o cansaço têm espaço nessa aventura. Já os diálogos explicativos exigem atenção e, em certos trechos, desaceleram a ação para apresentar o funcionamento desse universo.
Dentro da proposta ficcional, ciência, conspiração e espiritualidade se cruzam em uma discussão sobre domínio, exploração e livre-arbítrio. O que mais me interessou foi a dificuldade de distinguir justiça de vingança quando tantas pessoas afirmam agir por um bem maior.
Indico para quem gosta de ficção científica brasileira com distopia, travessias pelo desconhecido e conflitos em que confiar também é um risco.
Disponível na Amazon e no Kindle Unlimited.
Você testaria um experimento deixado pelo seu pai sem saber para que serve?
Classificação: 5/5

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